Em O Poder da Empatia (2001) , Katherine Ketcham e Arthur P. Ciaramicoli fazem uma relação interessante entre a gratidão e a empatia. Para os autores sem empatia não é possível conseguir sentir gratidão.
Fiquei pensando nessa frase durante um tempo, procurando ler nas entrelinhas. Os dons de compreensão são característicos da manifestação empática e são expressos pela capacidade de se colocar no lugar do outro, sentir o que o outro está sentindo.
Vale à pena destacar que para esses autores a gratidão não é apenas um sentimento, ela é uma experiêncìa. Como tal, a gratidão que flui da empatia, natural, seria inesgotável, como uma fonte que nunca seca. Nesse círculo virtuoso, a gratidão fortalece a empatia, e vice-versa.
Se consigo ter empatia por alguém, sou capaz também, de reconhecer o que esta pessoa fez de bom para mim, e também, de expressar e retribuir essas benfeitorias. Assim, a gratidão cresce diretamente proporcional ao aumento da empatia, ao modo de uma curva exponencial.
Uma boa reflexão a se fazer, quando tiver dificuldade de expressar gratidão por alguém é pensar: como posso desenvolver a empatia por essa pessoa?
Na sua opinião, caro leitor, é possível vivenciar o sentimento de gratidão sem ter empatia? Em que contextos?
