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Archive for setembro \02\UTC 2009

familia

As configurações das famílias modernas trazem no seu bojo desafios e questões para debates…

A controvérsia já começa na conceituação. Á família tradicional, nuclear ou intacta (pai, mãe e filhos), acrescem-se novas modalidades de famílias recompostas ou reconstituidas, com suas estruturas e papéis diferenciados.

A família herdada

É a família de procedência, compulsória, circunscrita à esfera da consanguinidade. Estabelece-se na relação de parentesco, seja parental ou racial. A genética predomina, e não há como negar o vínculo familiar, conjugal, maternal, filial (filhos) e fraternal (irmãos).

Muito do que somos hoje é fruto do que recebemos originalmente como aporte de vida da família herdada. Afora os casos exdrúxulos de rejeição familiar (abandono, violência, aborto, etc.), faz sentido pensar na gratidão a este grupo como regra. O corpo que temos, a educação que recebemos e os vínculos que estabelecemos com essa família são motivos de gratidão por excelência.

A família construída

É a nova família, por escolha não-consanguínea. Refere-se a uma união casual e intencional, embora em algumas culturas possa ser premeditada e imposta. Em tese, entre duas pessoas que se afinizam e elegem como meta a construção de uma vida a dois.

São indivíduos provenientes de famílias distintas que encontram motivos meta-genéticos (além da genética) substanciais para se envolver e se vincular.

Trinômio família – herança – construção

De uma família herdada há comportamentos naturais esperados, tais como o respeito à hierarquia familiar, a confiança e a solidariedade entre os membros. Da família construída, espera-se a adaptação do modelo herdado com os ajustes necessários à próxima fase afetivo-cognitiva: do desafio de amar ao desafio de amadurecer.

A relação entre ambas é estreita. Uma influencia a outra. Modelos rígidos e repressivos herdados tendem a refletir construções de famílias espelhadas no mesmo “modus operandi”. Na recíproca, modelos sadios predispõem relacionamentos interpessoais positivos. Já dizia o sábio ditado que “sendo pai, aprende-se a ser melhor filho”.

De que modos os relacionamento construídos podem servir de referencial para melhorar os relacionamentos herdados, mesmo sendo, em certos casos, universos tão diferentes? É possível transpor efetivamente experiências positivas entre os vínculos construídos e herdados?

Lógico que sim, pela educação por exemplo, que pode levar à conscientização e à mudança comportamental. Entendemos que não há um determinismo paralisante nem tampouco um livre-arbítrio total, radical, inconsequente. Há sim uma intercambialidade, que pode ser permanentemente aprimorada.

Vínculos: pura gratidão

A primeira e maior gratidão para com a vida começa no processo do nascimento, e se endereça aos pais. Depois vem, no mínimo, 18 ‘longos’ anos de dependência, até o sujeito (a moça) se emancipar…

Relações familiares intensas, profundas, produzem vínculos fortes, para o resto da vida. Por isso, a gratidão é a mola mestra de sustentação das relações e é através da sua manifestação que os vínculos se fortalecem. É essa via de mão dupla que predispõe o círculo virtuoso.

Conforme avança a maturidade dos membros, a gratidão familiar (herdada ou construída) pode ser melhor expressa na disponibilidade pessoal para ajudar o outro a se melhorar, dar mais passos para frente, ‘resgatar seus passivos’ afetivos e cognitivos. Isso importa muito mais que uma contrapartida monetária ou retribuição material por benesses recebidas.

Você, leitor, qual o nível de expressão da sua gratidão à família herdada e construída?

Ka.gratidão et al

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