Feeds:
Posts
Comentários

Mestrado em Gratidão

A conquista do mestrado foi um processo interessante para se pensar a gratidão… Um objetivo definido, claro, preciso… prazos, etapas, editais… seleção, provas, projeto… um passo a passo meticuloso para quem deseja seguir a carreira acadêmica.

Desde o  momento que tentei o mestrado pela primeira vez, inspirada por uma amiga, poucos meses depois de uma cirurgia séria que fiz, percebi que uma teia de pessoas começaram a fazer parte.  Aqui e ali, fui ajudada, inspirada, com contribuições de leitura, escrita, revisão e argumentação, seja de amigos, professores, familiares, colegas… pessoalmente, à distância, por telefone, email e até mesmo em viagem, de ônibus, de avião… a caminho.

Certa vez fiz um mapa mental de “todas” pessoas envolvidas numa questão crítica, que foi a minha cirurgia de Angioplastia. Nomes e mais nomes, de pessoas conhecidas e outras anônimas, foram esmiuçados numa grande teia de gratidão.

Pessoas que direta ou indiretamente, me auxiliaram a alcançar o objetivo final. Seja da descoberta do diagnóstico, do sucesso da cirugia… Essa lista coloquei num pequeno caderno de anotações, para nunca mais esquecer.

Mesmo com todo apoio, da teia afável e grata, e mesmo sendo exemplar na seleção, tirando primeiro lugar na prova escrita, dentre 80 candidatos, não fui selecionada ao final, ao contrário do que todos esperavam.

Esse fato foi importante no sentido de despertar o senso de gratidão genuíno e não condicional ou oportunista. Independente de qualquer coisa, do resultado em si, o que mais vale à pena é a jornada, o caminho, o percurso. Foi nesse sentido que, ao invés de desvalorizar o esforço empreendido, não só por mim, mas por todos envolvidos, resolvi investir ainda mais para alcançar esse objetivo.

Essa postura fortaleceu a teia já constituida e aumentou a autoconfiança para continuar. Fui ser aluna especial, conhecendo de perto o processo acadêmico, fazendo contatos, observando o ambiente. Assim consegui render bons frutos, me dedicando a suprir carências identificadas no processo seletivo anterior: o curriculo e o entendimento do fluxo de trabalho e interesses políticos da academia. Foi um grande avanço em termos de compreensão do que eu realmente pretendia e do que era preciso para chegar até lá.

Uma espécie de gratidão cultivada se fez presente nessa etapa, na qual já estava ciente da composição fundamental da teia. Parece que você começa conspirar ao seu favor, e o cosmo responde positivamente. Consegui publicar artigos em dois eventos, apresentei um artigo em dois congressos, alguns posters em outros eventos científicos, e a coisa foi caminhando.

Amigos, amigos de amigos, colegas, viagem internacional, viagem interestadual, intermunicipal… o bolsão foi se expandindo e a gratidão só aumentando. Uma círculo virtuoso…

Das reflexões que pude fazer desse episódio, que felizmente culminou com a minha aprovação no mestrado, pretendo destacar a questão da autolucidez do processo, da constituição dessa teia de gratidão, do reconhecimento consciente de todas as pessoas que ajudaram e continuam ajudando até hoje.  E também, do apreço pelo caminho, pela jornada vivenciada, a cada momento, aprendendo com os erros, se fortalecendo para ir em frente, numa constante e ininterrupta autossuperação.

Aos “mestres”, com carinho, e aos “doutores” também, a minha mais sincera gratidão por todo auxílio recebido e preciosamente aproveitado. Espero retribuir à altura, oportunamente e sempre!

Serei eternamente grata…

Certamente você já ouviu alguma vez essa expressão – “Serei eternamente grata…” – quando do recebimento de uma ajuda providencial, inesperada a qual a expressão da gratidão transcende os atos verbais.

Mas que situações poderiam suscitar uma declaração tão profunda?

Alguém que salvou a sua vida.

Alguém que recebeu um órgão para transplante.

A intermediação de um encontro de destino.

A educação dos pais para com os filhos.

Considerando que o dito não é dá boca pra fora, e que  as palavras não foram ditas em vão, proponho uma reflexão profunda sobre os motivos que nos levam a eternizar esse sentimento tão positivo.

A sabedoria de criar um círculo virtuoso de gratidão está em reconhecer esses motivos, e ser capaz de expressá-los proporcionalmente, oportunamente, ao seu modo, sem deixar que o tempo apague essas “memórias do coração”.

Saber eternizar a gratidão não é somente inteligência lógica, mas, sobretudo, uma arte de ver e viver a vida.

 Sejamos gratos sempre!!!

Ka.gratidão

familia

As configurações das famílias modernas trazem no seu bojo desafios e questões para debates…

A controvérsia já começa na conceituação. Á família tradicional, nuclear ou intacta (pai, mãe e filhos), acrescem-se novas modalidades de famílias recompostas ou reconstituidas, com suas estruturas e papéis diferenciados.

A família herdada

É a família de procedência, compulsória, circunscrita à esfera da consanguinidade. Estabelece-se na relação de parentesco, seja parental ou racial. A genética predomina, e não há como negar o vínculo familiar, conjugal, maternal, filial (filhos) e fraternal (irmãos).

Muito do que somos hoje é fruto do que recebemos originalmente como aporte de vida da família herdada. Afora os casos exdrúxulos de rejeição familiar (abandono, violência, aborto, etc.), faz sentido pensar na gratidão a este grupo como regra. O corpo que temos, a educação que recebemos e os vínculos que estabelecemos com essa família são motivos de gratidão por excelência.

A família construída

É a nova família, por escolha não-consanguínea. Refere-se a uma união casual e intencional, embora em algumas culturas possa ser premeditada e imposta. Em tese, entre duas pessoas que se afinizam e elegem como meta a construção de uma vida a dois.

São indivíduos provenientes de famílias distintas que encontram motivos meta-genéticos (além da genética) substanciais para se envolver e se vincular.

Trinômio família – herança – construção

De uma família herdada há comportamentos naturais esperados, tais como o respeito à hierarquia familiar, a confiança e a solidariedade entre os membros. Da família construída, espera-se a adaptação do modelo herdado com os ajustes necessários à próxima fase afetivo-cognitiva: do desafio de amar ao desafio de amadurecer.

A relação entre ambas é estreita. Uma influencia a outra. Modelos rígidos e repressivos herdados tendem a refletir construções de famílias espelhadas no mesmo “modus operandi”. Na recíproca, modelos sadios predispõem relacionamentos interpessoais positivos. Já dizia o sábio ditado que “sendo pai, aprende-se a ser melhor filho”.

De que modos os relacionamento construídos podem servir de referencial para melhorar os relacionamentos herdados, mesmo sendo, em certos casos, universos tão diferentes? É possível transpor efetivamente experiências positivas entre os vínculos construídos e herdados?

Lógico que sim, pela educação por exemplo, que pode levar à conscientização e à mudança comportamental. Entendemos que não há um determinismo paralisante nem tampouco um livre-arbítrio total, radical, inconsequente. Há sim uma intercambialidade, que pode ser permanentemente aprimorada.

Vínculos: pura gratidão

Qualquer estudioso da Psicologia sabe que a primeira e maior gratidão já começa com o processo do nascimento. Depois vem, no mínimo, 18 ‘longos’ anos de dependência, até o sujeito (a moça) se emancipar…

Relações familiares intensas, profundas, produzem vínculos fortes, para o resto da vida. Por isso, a gratidão é a mola mestra de sustentação das relações e é através da sua manifestação que os vínculos se fortalecem. É essa via de mão dupla que predispõe o círculo virtuoso.

Conforme avança a maturidade dos membros, a gratidão familiar (herdada ou construída) pode ser melhor expressa na disponibilidade pessoal para ajudar o outro a se melhorar, dar mais passos para frente, ‘resgatar seus passivos’ afetivos e cognitivos. Isso importa muito mais que uma contrapartida monetária ou retribuição material por benesses recebidas.

Você, leitor, qual o nível de expressão da sua gratidão à família herdada e construída?

Ka.gratidão et al

Gratidão Profissional

gratidao profissional
Hoje em dia é muito comum a pessoa se formar em uma área e atuar em outra, muitas vezes completamente diferente. Tipo: formação em Direito e atuação na área de Recursos Humanos… enfim.
Os exemplos são variados, e a discrepância entre o aprendido e o aplicado geralmente distoa. Mas, independente de qualquer coisa, a escolha profissional realmente não é uma tarefa das mais fáceis, além do que se dá em um momento crítico: a adolescência.
Escolher uma profissão porque os pais já exercem, porque é bem sucedida socialmente, porque é promissora financeiramente ou porque possibilita a aplicação dos talentos que a pessoa já tem é sempre um desafio, e no fundo, uma questão de valor pessoal.
Notadamente as profissões da área de saúde e educação são tidas como mais assistenciais. Mas, sabemos que todas as profissões tem o seu valor, a sua importância social, principalmente quando trabalhamos numa visão sistêmica, onde tudo está relacionado com tudo, o tempo todo.
É chegado o momento de conclusão de um curso superior, seja em que área for, e o sujeito tem agora o desafio, caso já não tenha se engajado no mercado durante o curso, de entrar na roda.
Nessa ciranda, ora na sua área de atuação, ora em outra área diferente, descobre que não está fazendo o queria, o que gosta, seja porque a profissão é chata, é ruim, ganha pouco, ou simplesmente, porque julga ter os seus talentos em subnível, ou seja, está aquém do seu potencial, e isso lhe desmotiva e gera insatisfação.
Depois de várias reflexões, conversar aqui e acolá, decide mudar de área e, finalmente, se encontra. Como diriam os humoristas do Casseta e Planeta: seus problemas acabaram…
Um novo caminho se configura, mais investimento em estudo, qualificação, 4 ou 5 anos, no mínimo. Um percurso, não raro difícil, pois a pessoa precisa lidar com o futuro, que está sendo retraçado, almejado… desejado, e o presente, que, às vezes é desvalorizado, banalizado… mas, por vezes, é a possibilidade de garantia da sua sobrevivência, da sua sustentabilidade financeira.
De um extremo ao outro, vê-se que o radicalismo é fatal. Ao invés de conciliar as coisas, somar os conhecimentos, agregar valor, no intuito de aumentar o nível de empregabilidade, corre-se o risco da pessoa apenas substituir uma coisa pela outra, e desmerecer a antiga formação.
É errado a pessoa mudar de profissão? Fazer outra formação? Mudar de área? Claro que não!!! Mas, vamos refletir. A formação profissional é um investimento sério, que requer esforço, tanto mental, de disposição de ânimo, organização pessoal, tempo, dinheiro… além do que, não raro, são outras pessoas que financiam isso pra gente, tipo: pais, familiares, a própria faculdade (bolsa, crédito educativo), o governo (FIES).
Assim, seria no mínimo ingratidão não reconhecer e valorizar tudo isso. Seria na verdade um baita orgulho, cuspir no prato que já comeu. Descartar o conhecimento inadvertidamente é, no mínimo, falta de inteligência.
A gratidão profissional está em valorizar a formação profissional, na sua essência. É reconhecer todo processo que envolveu a sua trajetória, desde o contato com os professores, os colegas, os funcionários da faculdade onde estudou… tudo e todos.
É compreender os motivos reais que lhe mobilizaram para aquele caminho, ainda que estes reflitam uma condição atual indesejável.
De qualquer sorte, a mudança profissional é uma manobra possível, mas que precisa ser bem estudada, ponderada, considerando sobretudo a real motivação do indivíduo, além de avaliar o seu momento de vida, a idade, o mercado, as oportunidades, etc.
Evitemos nos iludir com a infinidade de possibilidades de carreira que existem hoje, o que às vezes dificulta a escolha profissional.
Busquemos evidenciar os nosso talentos, doar o que a gente tem, e não o que a gente não tem. Assim, além de sermos mais coerentes conosco e com os outros, nos sentiremos mais gratos e felizes.

Ka.gratidão

Gratidão não tem segredo

A vivência da gratidão é algo mais simples do que podemos imaginar. Veja como, com um pouco de lógica e racionalidade, muita coisa na vida passa a fazer mais sentido quando praticamos a gratidão. Valorizar os pequenos detalhes no dia-a-dia… checar a intenção em cada atitude… satisfazer-se com o que já tem… pedir menos para si, e mais para os outros… são dicas essenciais para dispensar pedras e vivenciar a gratidão de modo consciente.

Gratidão na veia: sangue no coração

Gratidão na veia... sangue no coração!!! 

 O estudo da expressão da gratidão em doadores de sangue voluntários e periódicos é um assunto que hoje me desperta por demais o interesse. Doei sangue apenas uma única vez em toda minha vida, mas posso dizer que foi um momento ímpar, singular, o qual tenho profunda gratidão de ter vivido.

Infelizmente, por motivos de saúde, estou impossibilitada de fazê-lo novamente, nessa vida. Assim, sinto-me gratamente comprometida em compartilhar com vocês esse breve estudo e algumas reflexões que comecei a esboçar sobre o tema.

Para compreender a expressão do sentimento de gratidão neste contexto  é preciso atentar para três dimensões: 1. O ato de doar sangue, em toda a sua complexidade e implicações; 2. O senso de gratidão, em suas nuances e expressões; 3. A condição voluntária da realização deste ato, considerando a sua dimensão pró-social e humana.

Hoje a doação de sangue no Brasil é considerada um ato voluntário já que “não é admitido qualquer tipo de remuneração para a doação. A doação altruísta é, assim, a fonte de matéria-prima das Unidades Hemoterápicas” (LUDWING & RODRIGUES, 2005).

No passado, não muito distante, a prática comum era a doação remunerada, tornando conhecida a figura do profissional, denominado doador gratificado. Já que era “proibido” doar de graça, mesmo sendo parente ou amigo, não se pensava na importância da reposição de estoque de sangue, já que este poderia ser comprado e pago pelo Governo (GUERRA, 2005).

Vale ressaltar que, historicamente, o fim da doação remunerada de sangue no Brasil tem apenas 25 anos, vindo a destituir de vez a profissão de doador-gratificado. Com isso, e espelhando-se na experiência mundial de países que deixaram de remunerar doadores, percebeu-se que, para se atingir a doação altruísta, ou seja, a doação de caráter genuinamente voluntário seriam necessárias algumas medidas.

A estratégia para atingir tal fim consistitiu em duas etapas: 1.  Realização de apelo para doação de reposição entre os amigos e familiares dos pacientes com necessidades transfusionais; 2. Uso de campanhas de sensibilização e mobilização voluntária (GUERRA, 2005).

Se doador gratificado era o que recebia dinheiro para doar sangue, como poderíamos pensar a figura do doador voluntário?

Primeiramente vale esclarecer que gratificado é aquele que recebeu gratificação, ou seja, a pessoa que foi contemplada com um benefício. Neste caso o foco está na lógica do doador, que recebe o dinheiro. Curiosamente, a lógica do doador, que cede ou compartilha o sangue, não é muito explorada. Assim, o que mais importa é o que se vai receber, e não o que se dá…

Hoje, com a doação voluntária, as coisas mudaram… Saber o que motiva as pessoas a tornarem-se e manterem-se como doadoras de sangue é a bola da vez. Principalmente para poder incentivar, estimular ou motivar a doação de sangue.

Nesse meio de campo, a gratidão já é apontada como um, dentre vários outros tipos de sentimentos que as pessoas relatam ao experimentar a doação de sangue. Mas, em que medida ela sustenta essa prática social altruísta? A partir de que momento de vida, os indivíduos tornam-se mais propensos a se tornar doadores?

Uma coisa é certa, doar sangue é um ato de gratidão inestimável,  seja porque salva vidas, mas principalmente por fazer circular o sentimento de gratidão.

Hoje, o não poder doar sangue, fez despertar um sentimento de gratidão ainda maior ao pensar no quanto esse ato, tão simples, nos diz sobre o contínuo dar e receber que rege a nossa vida cotidiana.

Você, leitor, já é doador de sangue? Como se dá a expressão do sentimento de gratidão para você, neste caso?

 
Ka.gratidão

LUDWIG, Silvia Terra; RODRIGUES, Alziro César de Morais. Doação de sangue: uma visão de marketing. Cad. Saúde Pública,  Rio de Janeiro,  v. 21,  n. 3, jun.  2005 .   Disponible en <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2005000300028&lng=es&nrm=iso>. accedido en02  jul.  2009.  doi: 10.1590/S0102-311X2005000300028.

GUERRA, Celso C. C.. Fim da doação remunerada de sangue no Brasil faz 25 anos. Rev. Bras. Hematol. Hemoter.,  São José do Rio Preto,  v. 27,  n. 1, marzo  2005 .   Disponible en <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-84842005000100001&lng=es&nrm=iso>. accedido en02  jul.  2009.  doi: 10.1590/S1516-84842005000100001.

Gratidão é uma linguagem…

Seja qual for o idioma, a gratidão tem sempre um sentido positivo de reconhecer e expressar estima pelos bens recebidos.

A prática da gratidão é algo tão sério que, ao meu ver, ao vivenciá-la, esta torna-se naturalmente uma linguagem, um meio de comunicar-se. Experimente!!!

Espanhol

Gratitud, reconocimiento.

Inglês

Gratitude, gratefulness, thankfulness.

Italiano

Gratitudine, riconoscenza.

Francês

Gratitude.
Alemão

Dank, Dankbarkeit.

Gratidão pra você tem outros sentidos??

Vou te contar um segredo... gratidão é a linguagem da amizade!!!

Vou te contar um segredo... gratidão é a linguagem da amizade!!!

Você conhece outras línguas?? Vamos nos comunicar??

Ka. gratidão

Gratidão Reprimida

Agradeça agora ou arrependa-se para sempre?!!!

Agradeça agora ou arrependa-se para sempre?!!!

Assim como tantos outros sentimentos, a gratidão é por vezes reprimida. É bem verdade que muitos passam por essa vida sem compreender a sua relevância e extensão assistencial, mas é curioso que, em algum momento, a gratidão é despertada de modo incontrovertível, e não raro isso ocorre próximo a morte.

Aprendi que a ingratidão se assemelha a uma panela de pressão no fogo, apitando, agitada, sem ter por onde dar vazão. E que, quando a pessoa se torna consciente da necessidade da gratidão, e quando a gratidão é despertada, ainda que tarde, ocorre a desrepressão, uma descompressão natural que provoca a princípio fragilidade, pelo medo do desconhecido, e depois um alívio imenso, porque nada será como antes.

As desculpas desaparecem, juntamente com as queixas, os ais, os mas, os  ganhos secundários que nos fazem perder tempo, energias e vontade de viver.

No livro Voltei (2008), psicografado por Chico Chavier, o personagem principal morre e somente depois reconhece os inúmeros recebimentos que teve em vida. A gratidão pós-morte é talvez a expressão máxima de repressão desse sentimento pela consciência humana.

Em Gratidão – Um Estilo de Vida (2006), Louise Hay também relata um caso em que uma pessoa moribunda tinha uma acompanhante a qual sentia-me muito grata, mas não havia expressado isso em vida, dando-se conta apenas depois da morte. E ai bate aquele sentimento de culpa, aquele pesar, e quando não raro o questionamento: porque não disse a fulano o quanto sou grata por ela ou ele? O que faltou, o que me impediu?

Já passou por isso antes??

Ka.gratidão

Gratidão tem nome…

Aprendendo a Gratidão

Quantas vezes você já pronunciou essa palavra hoje?

 ”Obrigado” é uma palavrinha considerada mágica. Demonstra que reconhecemos o que foi feito de bom para nós. Seja um favor, alguém que nos serviu comida, uma ajuda para atravessar uma rua, uma informação que pedimos quando estamos perdidos em algum lugar.

Quando agradecemos, estamos também, ao mesmo tempo, reconhecendo ou adimitindo para nós mesmos, que não somos completamente autosuficientes, independentes. Este ato revela que necessitamos dos outros para viver, e que todas as nossas realizações são, direta ou indiretamente, fruto de uma sinergia, um somatório de esforços de muitas pessoas.

Dizer “obrigado” é uma convenção social, que denota educação. Mas, vamos pensar em uma visão sistêmica. Como seria a nossa vida, se de fato, agradecêssemos a tudo e a todos que nos ajudaram e ajudam? Certamente não haveria espaço para reclamações, queixas, lamentações, vitimizações. Veríamos que somos muito agraciados o tempo todo, e que dizer “obrigado” é apenas a ponta do iceberg da gratidão.

Pense nisso!!!

Ka.gratidão

Como aprendemos a gratidão

Existem mil maneiras de expressar a gratidão...

Existem mil maneiras de expressar a gratidão...

Embora a gratidão seja um dos primeiros aprendizados sociais que incorporamos no nosso repertório de comportamentos, a sua assimilação é, em geral, mecânica e inconsciente. Aprendemos a ter gratidão pelo que recebemos e por quem nos beneficiou, sem pensar. Como se diz? Essa é uma pergunta que os pais fazem às crianças comumente quando alguém lhes oferta algo. Não é à toa que o obrigado é considerado uma palavrinha mágica.

A gratidão surge como uma convenção social, esperada e aceita como de bom tom. Não importa se você gostou ou não do presente. Você tem que agradecer. Esse tom impositivo ou imperativo da gratidão torna a vivência desse sentimento elevado uma obrigação, algo que precisa ser feito, caso contrário a auto-imagem do indivíduo em questão seria afetada, o seu caráter questionado ou a sua educação mal vista. O maior problema é que o aprendizado da gratidão é despertado na maioria das vezes pelo senso de obrigação e não pelo bom senso, pelo senso assistencial ou pelo senso de fraternismo.

Outra maneira muito comum de despertar a gratidão nos filhos é incitar-lhes a culpa. Ô sentimentozinho ruim. Vejamos uma cena cotidiana: à mesa do jantar estão sentados o pai, a mãe e os três irmãos. Ainda que o retrato dessa família nuclear esteja clássico demais, foquemos na interação de um dos filhos com a mãe, no caso. Depois de ter passado o dia na cozinha, preparando o jantar, comprado com esforço pelo pai, que passou o dia inteiro trabalhando, a criança ou o jovem acaba por deixar um resto de comida no prato, julgando-se satisfeito. A mãe questiona em cima do lance o ato do filho dizendo-lhe: filho, se você soubesse o tanto que gente que passa fome… As reticências fazem parte da história, e certamente, o filho comove-se com a cena, e, mesmo a contragosto, come o restante da comida. Eis um exemplo de aprendizado da gratidão por culpa.

Realmente, se formos avaliar, a mãe do menino tem razão. Quantas pessoas passam fome hoje no mundo? No primeiro exemplo, do presente recebido também. Afinal de contas, um presente representa um esforço de alguém que gastou seu tempo, dinheiro e vontade para priorizar você naquele momento, ao invés de comprar algo para si ou ir ao cinema simplesmente.

Seja por obrigação ou culpa, expressar a gratidão é um dever socialmente esperado, e por isso o seu aprendizado é tão reforçado ao longo do tempo. Mas o que há de errado então? Não deveríamos agradecer por tudo isso? Certamente que sim, mas falta um fator importante nesse processo: a reflexão. O segredo da gratidão é torná-la um hábito cultivado conscientemente. Infelizmente, isso não é levado em consideração pelos pais e educadores em geral.

O que acham?

Ka.gratidão

Postagens Antigas »